MARIA DO CARMO FREITAS

Maria do Carmo Santos Freitas trabalhou efetivamente no Sistema Estadual de Educação do Rio Grande do Sul por 40 anos, dos quais 15 anos no Ensino Fundamental, 10 no Ensino Médio e os últimos 15 anos na Secretaria de Educação. Concomitantemente, trabalhou no Ensino Particular, no 2º e no 3º graus. Aposentada, fez pesquisas no Exterior, com o objetivo de fundamentar um Projeto de Educação Ambiental Escolar – ADAR. Procurando aplicar no campo educacional seu projeto, trabalhou como voluntária numa ONG Assistencial na periferia de Porto Alegre. Fundou na ONG o Serviço de Assistência Psicopedagógica, aberto aos escolares da comunidade. Após cinco anos de trabalho, detectou o problema de Desenvolvimento Humano como gênese da problemática socioeducacional da comunidade caracterizada como culturalmente carente. Sem suspender suas atividades de Assessora Pedagógica e Psicopedagoga da ONG, construiu um Projeto Político-Pedagógico de Educação Infantil Popular, que envolveu escola, família e comunidade, através da instituição dos Laboratórios de Desenvolvimento Infantil. Ao desenvolver, por 15 anos, suas atividades educacionais, a autora afirma e demonstra haver percebido “o verdadeiro Sentido Social da Orientação Educacional” e ao mesmo tempo constata que esteve toda uma vida, no centro urbano, trabalhando nas “causas dos problemas” educacionais, como: mau rendimento escolar, repetência, evasão escolar e comportamento antissocial dos alunos na escola fundamental e consequentemente no ensino médio. A autora sentiu haver tocado na “gênese das gêneses” dos problemas socioeducacionais, com grande ênfase na periferia das grandes cidades – o Desenvolvimento Humano. Percebeu tratar-se de um processo que começa na primeira infância, em que a Educação como sistema deve intervir.